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História da Internet


O começo

Como muitas tecnologias, a Internet, assim como a conhecemos hoje, nasceu por acaso. Nos anos 60, no auge da Guerra Fria, os Estados Unidos tinham uma grande preocupação: manter intactas suas informações, caso um ataque soviético destruísse uma base de dados.

Então, o Departamento de Defesa projetou um sistema que interligasse vários pontos, de modo que não centralizasse o comando. Com uma rede onde não há um computador central, caso um ponto fosse atingido, as informações “iriam” para o outro ponto. Se uma base desaparecesse, o sistema continuaria funcionando. Assim, em 1969, surgiu a ARPAnet (Advanced Research Projects Agency).

O destino

No começo dos anos 80 a União Soviética já começava a mostrar sinais de enfraquecimento. Uma utilidade foi pensada então, para a ARPAnet: interligar laboratórios e universidades nos EUA e mais tarde, em outros países. Foi  nesse contexto que surgiu o nome Internet.

Mesmo assim, somente no final dos anos 80 a Internet passou a ser vista como um meio de comunicação eficiente. Cientistas e acadêmicos passaram a utilizá-la de forma cada vez mais intensa. Porém a rede só existia no formato de texto, isto ainda limitava seu desenvolvimento.

O salto

No final da década de 80, Tim Berners-Lee teve a idéia de desenvolver com sua equipe do CERN (European Organization for Nuclear Research), um sistema de hipertexto para funcionar em redes de computadores.

Em 1991, esses pesquisadores tiveram a idéia de criar a World Wide Web (Teia Mundial, ou Rede Mundial). No início a maior parte das informações ainda era no formato de texto, com poucos desenhos. Em 1992, Marc Andressen, do NCSA (National Center for Supercomputer Activity), criou o primeiro navegador para Internet: o Mosaic, para sistema Windows. O Mosaic era capaz de interpretar gráficos e navegar através de links, como podemos ver atualmente na Web.

Não demorou para o potencial comercial da rede ser percebido. Foi o início da grande expansão.

Hoje

A Internet hoje é uma realidade mundial. Sua importância para a sociedade é tão grande que a rede se tornou imprescindível na vida moderna. Ela transformou a idéia de comunicação e as relações comerciais, geográficas, sociais e humanas.

Comunicação

Pelo seu perfil dinâmico, a Internet permite ao usuário acessar em um único suporte (computador, note book, palm, etc) as informações e dados de qualquer mídia. O conceito de comunicação social se encontra em processo de transição, buscando se adequar a um volume cada vez maior de informação a que se tem acesso.

Comércio

O e-commerce responde hoje por parcela significativa das relações comercias no mundo. Especialistas acreditam que essa tendência é definitiva e que caminhamos para um cenário de comércio totalmente virtual.

Geografia

A Internet encurtou definitivamente os espaços e fez desaparecer as fronteiras. Baseado no universo virtual, a rede rompe com a idéia de espaço físico, aproximando até mesmo pessoas que estão em pontos opostos do planeta.

Relações Humanas

Esse talvez tenha sido o aspecto que mais se modificou com a Internet. Com o auxílio de e-mails, chats, serviços de mensagens instantâneas, sites de relacionamentos, entre outras coisas, a comunicação interpessoal se torna cada maior, com as pessoas ampliando sua teia de contatos. Por outro lado,  tais relações se tornaram virtuais e menos pessoais. Estudiosos como Pierre Levy acreditam que essa é uma das principais características da rede: a impessoalidade.


A Internet no Brasil


A Internet chegou ao Brasil no final da década de 80. O primeiro passo foi a  conexão da Fapesp (Fundação de Pesquisa do Estado de São Paulo) e do LNCC (Laboratório Nacional de Computação Científica) a instituições nos EUA. A partir disto, diversas instituições de ensino e pesquisa passaram a se interconectar, trocando dados, informações e experiências. No entanto, o acesso a esta rede era restrito a professores, acadêmicos e algumas instituições governamentais. Apenas em 1995 o acesso à rede foi aberto a um número maior de pessoas, com a iniciativa privada implantando um modelo de serviços que assegurasse cobertura nacional, vasta gama de aplicações, e baixo custo para o usuário final. Estas foram as determinações do MC (Ministério das Comunicações) e do MCT (Ministério de Ciências e Tecnologia) para o setor.

O MC e o  decidiram lançar um esforço comum de implantação de uma rede Internet global e integrada, abrangendo todo tipo de uso. Surgiu, então, o backbone nacional de uso misto (comercial e acadêmico), resultante da expansão e reconfiguração do backbone de uso puramente acadêmico;

Assim, com a criação da RNP (Rede Nacional de Pesquisas) a evolução da Internet foi rápida e logo as empresas privadas já atuavam em todo o território nacional, via Embratel.







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